Palavras à solta...

19
Nov 10

A notícia do "jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML)", alegadamente com uma remuneração mensal de 3950 euros ilíquidos a recibo verde, é o retrato do país. Segundo o Jornal Público, "desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho."

 

É o retrato de um país decadente, que priveligia a "cunha", o facilitismo, o "chico-espertismo". "Só se safa quem tem amigos", ouve-se amíude. Não importam os estudos, nem o currículo profissional e muito menos a competência.

 

Não sei, nem quero saber, se o dito trabalhador "precário" (coitado, está a recibos verdes) é competente ou não. Tudo isto tresanda. E este é apenas um exemplo "chorudo" do que se passa um pouco por todo o país.

 

Um país que privilegia a "cunha", privilegia a incompetência. E um país que privilegia a incompetência não pode prosperar. É um país sem futuro.

publicado por Bloguites às 00:00
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05
Out 10

 

Os, para mim, incomparáveis, únicos, fabulosos U2 estiveram em Coimbra. Duas vezes subriam ao palco para os concertos do ano.

 

E eu, aqui tão longe, emocionei-me e chorei, ao ler as reportagens publicadas, ao ver as fotos e os vídeos que os amigos partilharam...

 

Os U2 e as suas músicas fazem parte de mim, de quem fui e quem sou.

 

 

P.S. A fabulosa foto é do fotojornalista Paulo Novais.

publicado por Bloguites às 09:01
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29
Ago 10

 

É perturbador o repatriamento de milhares de "roms" ilegais em diversos países da Europa, nomeadamente em França, onde a polémica medida ganhou visibilidade e lançou o debate. A medida não é exclusiva da França, mas foi aqui que ganhou visibilidade, com um coro de vozes a lançar críticas ferozes à política de Sarkozy, aparentemente apoiada por 65% dos franceses.

 

Nada pacífica, a questão também não é simples. Não existem soluções milagrosas para a integração dos ciganos, nem de nenhuma minoria, seja em França, seja em qualquer outra parte do mundo. A integração passa por um longo e árduo trabalho, que só será visível daqui a várias gerações. Há que mudar atitudes e mentalidades... Cigano ainda é, para a maior parte das pessoas, sinónimo de insegurança. Portugal não é obviamente excepção. Como se lê numa muito bem escrita reportagem do JN "Se existe um cigano, é culpa dele" .  Escrita em tom de desabafo, a frase que dá título à reportagem é proferida por um cigano que se esconde atrás de uma profissão que a sociedade lhe quer negar. Um jovem advogado que vive no medo de "ser descoberto".

 

Perturbador.

 

Apesar de  aterrada com a ideia de estarmos a construir uma sociedade mais xenófoba do que aquilo que gostamos de admitir, ainda assim, hesito perante a pergunta: concorda com este repatriamento? Hesito porque, se de repente me vir rodeada de "roms", também eu, instintivamente, aperto com mais força a carteira junto a mim, acelero o passo, aperto a mão do meu filho...

publicado por Bloguites às 09:50
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27
Ago 10

Os presidentes de Junta de Freguesia são sem dúvida o elo mais fraco na hierarquia da política nacional. Com um trabalho inequivocamente importante na gestão dos problemas locais das populações, nomeadamente no interior esquecido onde a escassez de votos justifica a ausência de medidas nacionais, os Autarcas são desconsiderados pela própria Administração Central, que não contemplou verba suficiente no Orçamento de Estado (OE) para o pagamento dos seus salários. Salários esses que, diga-se, devem andar longe dos chorudos valores auferidos por outros eleitos...

Dos cerca de 8 milhões de euros necessários ao pagamento dos presidentes de Junta de Freguesia em regime de permanência, o OE previu apenas 5 145 000,00 euros. As contas são fáceis. Falta dinheiro.

O Estado defrauda, assim, até os seus representantes legalmente eleitos. Defrauda também, mais uma vez, as expectativas dos eleitores.

A democracia é que fica a perder.

publicado por Bloguites às 22:49
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20
Ago 10

"Nascido para revelar, opinar, surpreender, divertir, questionar" , o Bloguites mantém o objectivo ao quebrar o silêncio a que se remeteu durante quase um ano...

publicado por Bloguites às 09:59

24
Set 09

U2 em Coimbra em Outubro de 2010

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Os U2 vão actuar a 02 de Outubro de 2010 no Estádio de Coimbra, no âmbito da "360º Tour", disse hoje à agência Lusa fonte da promotora Ritmos e Blues.

 
foto MJ Kim/AP
U2 em Coimbra em Outubro de 2010
 
 

A promotora referiu que marcará para breve uma conferência de imprensa para revelar todos os pormenores sobre o concerto, o primeiro do grupo em Coimbra, e a data em que os bilhetes serão colocados à venda.

O site oficial do grupo refere que o concerto em Coimbra faz parte de uma nova série de concertos na Europa.

Neste regresso, os U2 apresentarão o álbum "No line on the horizon", editado em Março, que inclui temas como "Get on your boots", "Moment of surrender", "Magnificent" e "Cedars of Lebanon".

O concerto que o grupo irlandês preparou para a "360º Tour" tem a particularidade de aproximar os fãs do palco, uma vez que a estrutura do espectáculo, em forma de aranha, colocará o palco como uma ilha rodeada de público por todos os lados.

A última vez que os U2 actuaram em Portugal foi em Agosto de 2005 no Estádio Alvalade XXI, no encerramento da digressão europeia "Vertigo".

Na altura, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Muller foram condecorados pelo então Presidente República, Jorge Sampaio, com a Ordem da Liberdade.

publicado por Bloguites às 14:16
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23
Set 09

Inacreditável!!! Qualquer dia há campanhas para Não Reciclarmos para bem da economia!!!

 

 

Ponto Verde recicla menos plásticos para evitar falência

Sucesso da reciclagem e desajustes na recolha selectiva desestabilizam contas da empresa, que surpreende com medida inesperada


 

A reciclagem de determinados tipos de plásticos vai sofrer um duro golpe a partir de Outubro. Copos de iogurte, sacos de batatas fritas e outros recipientes feitos de plásticos mistos, mesmo que depositados nos ecopontos, deixarão de ser recolhidos pela Sociedade Ponto Verde (SPV) - a empresa que gere a reciclagem da maior parte das embalagens em Portugal, em nome da indústria.

Esta é uma das medidas que a SPV está a tomar para evitar nada menos do que a sua falência. Ironicamente, é o próprio sucesso da reciclagem em Portugal que está a asfixiar financeiramente a empresa.

A SPV foi criada por produtores, importadores e distribuidores de embalagens para garantir o cumprimento de metas legais de reciclagem. É financiada por um valor cobrado às empresas aderentes. A maior parte desse dinheiro é repassada às entidades que gerem o tratamento de lixo nos municípios, para suprir os custos da recolha selectiva. É o "valor de contrapartida".

A SPV diz que, nos últimos anos, uma série de factores desestabilizaram esta equação. Um deles é a experiência de recolha dos plásticos mistos, iniciada em 2007. Desde então, os cidadãos podiam já depositar copos de iogurte, por exemplo, no contentor amarelo dos ecopontos, com a certeza de que seriam reciclados.

Segundo António Barahona d"Al-?meida, presidente do conselho de administração da SPV, a experiência foi um sucesso em termos de reciclagem, mas um fiasco financeiro. Os plásticos mistos representam dois por cento das embalagens recolhidas. Mas consumiam 13 por cento dos recursos da empresa. Em dois anos gastaram-se 15 milhões de euros.

Decisão unilateral

A SPV decidiu, por isso, suspender agora a recolha, sustentando que isto não comprometerá as suas metas de reciclagem de plásticos - que hoje já superam a meta para 2011 (ver infografia). Outras embalagens plásticas, como garrafas de água, não são afectadas.

Empresas gestoras de lixo, avisadas ontem por e-mail , reagiram com estupefacção à medida. "A decisão foi uma surpresa, foi unilateral", diz Ana Loureiro, porta-voz da Valorsul, responsável pelo tratamento dos resíduos de Lisboa, Loures, Amadora, Odivelas e Vila Franca de Xira.

As empresas gestoras já estavam organizadas para separar os plásticos mistos e entregá-los à SPV para reciclagem. Além disso, contavam com o valor de contrapartida nos seus cálculos financeiros.

"Não estava nada à espera desta situação", afirma também Fernando Leite, administrador-delegado da Lipor, que trata dos lixos de oito municípios da região do Porto. Antecipando "repercussões muito negativas", Fernando Leite diz que tentará estudar uma solução para que os resíduos continuem a ser reciclados.

A SPV diz que os cidadãos devem continuar a pôr os plásticos mistos no contentor amarelo. Mas como não os vai recolher, o seu destino mais provável será a sua incineração ou deposição em aterro.

"Não faz sentido, depois de tudo o que fez para preparar a sua reciclagem", diz Rui Berckmeier, da associação ambientalista Quercus.

A SPV está preocupada também com outros problemas financeiros. Alguns derivam do próprio sucesso da reciclagem. Por exemplo, os cidadãos despejam no contentor de papel/cartão vários itens que não são embalagens, como jornais, revistas e folhetos. O simples aumento da taxa de reciclagem de embalagens - actualmente em 52 por cento - está também a aumentar a factura com os valores de contrapartida.

"Se continuarmos no caminho que estamos a seguir, estamos a cavar a falência do sistema", afirma Barahona d"Almeida. A empresa preconiza uma série de ajustes, passando também pela quota que cobram às empresas aderentes. Hoje, a SPV vai apresentar uma proposta de aumentos substanciais, em alguns casos para o dobro.

Se tudo funcionar, a empresa terminará o ano com 13 milhões de euros de prejuízo. Se nada for feito, diz Barahona d"Almeida, a empresa não aguentará 2010 e vai à falência.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz estar consciente das dificuldades da SPV. Mas também recebeu "com estranheza" a decisão sobre os plásticos. "Não é acabando com a reciclagem de alguns materiais que se garante o equilíbrio financeiro", disse ao PÚBLICO. Na sex-?ta-feira, o secretário de Estado recebe a SPV, numa reunião conjunta com o Ministério da Economia, para tentar encontrar uma solução.

 

publicado por Bloguites às 10:21
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19
Mai 09

Notícias como a da menina de seis anos,  filha de uma imigrante russa, entregue à mãe biológica depois de ter estado durante cinco anos à guarda de uma família de acolhimento, deixam-me perplexa e revoltada! A menina só fala português e vai ser "recambiada" para a Rússia, para junto de uma avó que provavelmente nunca viu, que não ama, que não conhece, que não quer! O que estamos nós - Estado/Justiça - a fazer à vida desta menina? Será que quem pensou e elaborou as leis não tem coração??? Como é possível arrancar a menina à única família que conhece??? Às pessoas que ama??? Dará o simples acto biológico de "parir" o direito a alguém de reclamar uma filha como sua, mesmo que nunca a tenha amado e protegido??

 

Com casos destes, fico a pensar se vale a pena "importarmo-nos"... Importarmo-nos com as crianças que vivem em ambientes como o da menina em causa, que foi retirada à mãe devido aos problemas desta de alcoolismo e prostituição....Porque é que o sistema se diz "importar", se depois retira as referidas crianças dos únicos lares que conhecem??? Para quê importarem-se as pessoas que de coração aberto recebem estas crianças??? Para quê importarem-se se afinal com uma simples sentença de um qualquer juíz, até provavelmente bem intencionado, se destrói a vida de tanta gente, incluindo a da criança que inicialmente quiseram salvar??? Para quê????

 

Se calhar, mais vale fingir que crianças maltratadas não existem...

publicado por Bloguites às 16:04
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20
Abr 09

A vida não está fácil! Nem mesmo para os assaltantes!!

 

Veja-se a história de um pobre homem que só queria roubar uns tostões na cabeleireira do bairro!!


Cabeleireira viola assaltante!

Indivíduo preparava-se para assaltar o estabelecimento quando se viu imobilizado e escravizado sexualmente pela proprietária do salão

 

Um assalto a um cabeleireiro na Rússia está a mobilizar a polícia. O crime envolve o assaltante e a cabeleireira do estabelecimento assaltado, avança o jornal G1.

A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia.

Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.

Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto.

No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».

publicado por Bloguites às 16:01
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11
Abr 09
 
 Afinal há uma área onde Portugal é dado como um bom exemplo a seguir...
 
 

(notícia JN)

Descriminalização de drogas em Portugal surpreende nos EUA


IVETE CARNEIRO

É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.

Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório "Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga". Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de "sucesso retumbante". E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.

Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se "entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados". Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.

Proibido? Sim, mas sem prisão

Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.

Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.

Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.

A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo "sol, praias e droga": 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.

Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.

publicado por Bloguites às 12:42
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